Perceba no semblante desse pobre e triste enganador.
Sou aquele que já não sonha
Desgostoso com um ódio vivente dentro de si
O esquecido, amordaçado em um grito
Desculpa minhas palavras cruas, dos meus lamentos e de todos esses acontecimentos,
E que o ódio que me domina é o mesmo que transpiro,
Quando aroto essas palavras tristes, que ficam presas em minha garganta.
Acolhendo nos meus braços, esse meu eu que não existe mais.
Escondido e guardado, deixando em evidência esse meu eu, controlado por um ódio irracional.
Onde Me entrego de corpo e alma,
O ódio não só me domina, como me deixa lembrar quem eu sou,
Nunca esqueça do meu eu, mesmo que pareça também me odiar,
Só me perdoe
Pois e em momentos assim que finjo ser feliz
Finjo existir.
Acorrentado nesse meu ódio pelo meu eu
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