sexta-feira, 30 de agosto de 2024

saudade

 no cair de cada noite

ao som dos gritos aflitos das cigarras 

da cantoria grilos e dos sapos

semeando lembranças perdidas

como era bom ouvir sua voz, ao som de cantorias 

melodias, contos e historias 

a fogueira acesa sentados na quele velho carpete de palha

como confortável em ti era.

a cada vendo, a cada palavra dita, 

a respiração afoita, o arrepio, o medo 

o suspense do que era real ou não 

só ouvia mos com tamanha atenção 

ao terminar ficamos a deitas ouvindo a mãe natureza passar


 o silencio, 

como é confortável o silencio do meu eu 

o quietar de tanto pensamento 

de sua voz ao prantos, me obrigando o que fazer

desfiz do ato feito, da bondade não vista 

da solidão perdida

respiro ar puro 

me deleito de tantas belezas

meu corpo chora de emoção 

não preso no sistema imposto 

mas livre de ama e coração 

releve minhas palavras nem sempre completas

só me sinto feliz, me sinto eu  

beleza oculta

sinto o cheiro da tua terra molhada

da tua mata fechada, escondendo o mas belo dos belos 

o presente pra te dada, mas para ser admirada e preservada

adiro-me do teu peito, me deleito de tamanha bravura

me sinto eu e mais ninguém 

sentado, apreciando as aguas jorrando 

sua belas curavas rochosas, entre elas a imensidão de um paraíso 

aguas a jorrar e eu me deleitando, debaixo de suas rochas

me molhando de tanto prazer

meu corpo vibra, meu corpo implora que fique um pouco mais 

adentro entre seus fechos, 

uma caverna majestosa, 

coberta por musgos, cobrindo a faixada torando a entrada uma perfeição 

estão bela me sente dentro de ti

agradecer a natureza, por me conceder tamanha proeza

me deleito, me deito

com seus melhores prazer, me deito e adormeço

agradeço e me retiro satisfeito contando os dias

para quem sabe me outro momento ou outra vida

eu aproveitar tamanha fartura.


quarta-feira, 28 de agosto de 2024

minha versão

Sinto o peso, no peito
De nossas palavras trocadas
aquelas farpas que então não se sara
a Sua falta me faz chorar, me faz pensar
Naquelo que agente tínhamos, 
Sei que foi difícil, 
Sei que não sou capaz de compreender o quanto foi sofrido.
O qual duro foi me ter, 
Acredito que tuas palavras ditas 
Aquelas palavras distorcidas e regadas por um sentimento sem razão
Aquelas palavras, que inundava a minha alma e custurava o meu ser.
Sinto por ter te atrapalhado, de então não te deixar de viver 
Fui um peso na sua vida, acredito eu
Aquele peso que hoje acredito que poderia ser evitado.
Lamentações em vãos
Meu choro de dor, minhas lembranças embaralhadas.
Só lamento,
Lamento ao ponto de olhar pra trás e ver o quanto foi.
O quanto foi tortura pra ti,
O quanto foi cruel.
O tempo que passa e deixa marca
Queria voltar no tempo e desfazer o ato então feito.
De voltar ao seu útero e virar a ser um feto
E talvez isso tudo nunca acontecer.

sexta-feira, 23 de agosto de 2024

Lamentações

sabe aquele beijo prometido e nunca dado 
nunca tido aquela oportunidade 
de satisfazer, não só aquele momento
mas sim a vontade de te der, de sentir o calor dos seus braços
dos lábios tocar, sua respiração sentir 
e assim acreditar ainda existir, 
desacredito em tudo 
apenas minto pra mim mesmo
choro por dentro, lagrimas de dor 
que adormece meu corpo e minha alma
lamento pelos meus desejos impuros 
minha imaginação suja,
de querer te ter, 
de querer te sentir
e repetir, e repetir
simplesmente persistir nesse momento 
lamentável,
acredito eu que nada disso vai passar
só lamento, meu tempo e momento passou
acredito que poderia ter aproveitado,
mas não acreditei,
só me resta o lamento, se poderia tentar ou não.

quinta-feira, 8 de agosto de 2024

dor

sinto de longe a dor desse seu ser

que finjo as vezes deixar me enganar 

não condeno ou critico suas escolhas

essa raiva que em ti, por mim sente 

esse ar impuro que emana sobre sua parecença

essa inveja germinada e enraizada dentro do seu ser

respire, despreze esse sentimento destruidor 

seu abraço frio e calculado 

não gosto, nem desgosto

simplesmente me deixo enganar

suas mão frias, seu sentimento, você sedenta de amor e ódio

desacordado pra uma vida sem dor 

lamento não ser. só não ser,

me vejo trancado, amordaçado 

jogado ao chão impuro e sujo

seu sorriso de prazer, seus dentes rangendo 

o medo me domina, me enfraquece. desnorteado e confuso 

minhas respiração ofegante, sinto seu cheiro 

sinto a sua raiva como se fosse a ultima,

lamento e choro 

me entrego ao passamento da vida, das lagrimas escorridas

a dor por mim então vivida

julgando e condenado como um nada.





dor da alma

 sabe a dor que hoje eu sinto 

aquela dor que queima o peito,

a mesma que rasga minha pele flácida 

rasgando cada pedacinho de mim 

me fazendo ser quem eu nunca fui 

um triste e solitário em meio a uma multidão que vive a me jugar

sabes quem eu sou, o que eu faço ou deixo de fazer

dor essa que me domina a cada dia 

me faz ser um louco no meu dos tolos

sinto a dor me abraçar de um jeito carinho 

me sinto desejado, 

acariciado, simplesmente abraçado.

 o que era dor, virou saudade

rasgado e costurado dentro de um ser

hoje adormeço, 

me aconchego,

respiro e me desligo na mesma dor que eu sinto

triste e reflito, num passamento do amanhã

amanha talvez, 

acordarei,  talvez irei ver o sol nascer, 

e assim aquecer a dor que atormenta o meu viver.


segunda-feira, 5 de agosto de 2024

eu

talvez essa possa ser minhas ultimas palavras enfim nunca ditas

aquelas palavras que ficou presa na minha garganta, 

que não consigo engolir, nem enfim vomitar,

 palavras enraizadas no meu eu 

lamento não ser aquele ser que sempre esta ai

que sempre está disposto a largar tudo e todos

confesso que não sou um nada

acho que nem existo, 

só surfo numa onda só minha

aquela onda devastadora, que me joga pra baixo

não me deixa sonhar ou pensar 

onda essa que me derruba todas as vezes 

que me faz, me afogar todos os dias

desistir de ser quem eu era, acho que nem sei desfazer o ato feito

na verdade, nem seu o que fiz de tão errado 

de minha boca nada sai, mas o coração tá ferido 

a alma tá triturada, 

sinto a falta do meu eu

utilmente sinto tanta dor, que nem sei explicar 

nem onde dói, nem se na verdade esta doendo 

uma dor que nem deve existir

so sei que todos os dias acordo embriaga.