admirando esse horizonte imenso
sinto o sol sobre minha cabeça,
aquecendo esse meu pouco juízo
quente e sedutor, ordena e me faz entrar no mar me jogar e fazer esquecer de tudo
aquela voz suave no pé do ouvido, que não cala.
tirei minha sandália deixando bem organizada, junto com meus pertences
sinto a areia molhada sobre meus pés
eles afundando a cada passo dado
entro na agua de roupa e tudo
lembro de ti, minhas lagrimas se misturam a agua da praia
olhando em minha volta sem um caminho a existir
mais uma vez, sua voz ecoa nos meus ouvidos
como se estive-se me chamando
e eu vou.
ando um pouco mais, mais um pouco
sensação ruim essa, as ondas batendo no meu rosto
mais fundo, pensei em voltar
mais uma vez sua voz vem suave e me acalma
acalmando o meu ser
mas um, dois, três passos a mais
as ondas encobriam meu rosto, não não sentia mais o chão
sensação ruim, agoniante, pesei em voltar, mas.
não tinha o caminho, só desespero, me debato
brigo com o mar, as ondas me cobriam
brincava com meu momento de dor
sinto algo me puxar, me sinto preso
sufocante,
não sinto o ar, nem o chão nem as pedras
me debato, aos pouco afundo
procuro o ar, procuro o ar
me debato, estremeço, meu corpo se contorce
meu olhos já não vê
meu corpo reage pela ultima vez
solto as ultimas bolhas de ar existente no meu eu, me abandonar
sem o meu ar, sem meu ar
só assim morrerei e viverei nesse eterno e denso mar profundo.
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